terça-feira, 24 de julho de 2012

Generalização


Depois de assistir uma palestra de Direitos Humanos, fiquei pensando sobre um tema muito comum: a generalização. E pensando, pensando, cheguei a uma conclusão bem geral, por ironia. Acredito que toda generalização é BURRA! Sim, o é!

Vamos a alguns exemplos bem bobinhos?? “Toda mulher dirige mal.” “Homem é tudo igual.” “Homem que se preza tem que pagar a conta.” Ou até mesmo um absurdo que ouvi hoje – esse é dos grandes: “Mulher que não engravida esta fadada ao câncer de colo do útero!” Mas oi, o que você falou mesmo cidadão?
Eu não sei o credo do homem (sem querer generalizar aqui) que falou essa estupidez, mas dá para perceber o discurso religioso e preconceituoso por traz de sua fala. Não se pode generalizar sobre algo tão sério só para se disseminar um conceito religioso, e eu diria até mesmo machista, de que mulher foi feita para procriar e cuidar da prole.

O que essa pessoa precisa entender é que isso ficou guardado numa época um tantinho distante e que mesmo com filhos a mulher pode ter essa devastadora e terrível doença, ou o contrário. E até mesmo que é escolha do casal ou da mulher, ter ou não filhos – e nesse momento não faço nenhuma referência ao aborto, do qual sou contra.

Nós, e agora generalizo mesmo, TODOS NÓS, precisamos entender que cada ser humano é único, o que significa que cada um pensa e age de maneiras totalmente diferentes. Sendo assim, só porque um grupo de mulheres dirige mal, não quer dizer que todas o farão. Ou que todo homem trai. E outros tantos exemplos que existem.

Somos diferentes e é assim que tem que ser. A diversidade é linda, é rica, é necessária!
Sinceramente, só acredito em um senso comum. O de que podemos ser cada vez melhores e que devemos sempre buscar isso. Precisamos ser melhores com o próximo, em casa, no trabalho, na rua. Precisamos entender e respeitar as diferenças... só isso! Entender e respeitar! Simples, não é?

PL

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