sexta-feira, 26 de abril de 2013

Há vagas...


Há vagas!

Essa frase, popular em empresas ou até mesmo em portas de motéis de beira de estrada de filmes americanos, me faz pensar também em como os corações estão vazios, sem amor, sem paixão. Os estômagos estão sem suas borboletas românticas. Os olhos sem aquele brilho de emoção quando se localiza a pessoa amada. As mãos? Solitárias e sem encontrar seus pares. Os pés continuam gelados no inverno quando você dorme solitário e encolhido.

Há vagas nos corações das pessoas que acreditam no amor. Há vaga na imaginação dos inveterados românticos. Há vagas nos sonhos e planos apaixonados. Há vagas em cinemas esperando por casais de namorados. Há vagas, mas quase não há candidatos.

Há também a banalização do sentimento e das relações afetivo-românticas. Há o medo do compromisso e das dores de um coração partido. Há os que não querem perder “todos” por “somente um”. Há aqueles que não querem se dedicar a um par. Há a preguiça, a mágoa, o machismo e o feminismo. Há o isolamento e a solidão. E há, sempre, vagas!

PL

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